Quando era pequena, passajar era uma das atividades quotidianas da minha mãe e das mulheres da minha aldeia. Forçadas a isso por questões de gestão doméstica, elas faziam autênticas obras de arte. Com a agulha e as linhas davam nova vida aos tecidos, entretecendo os fios, para reconstruírem o que havia sido danificado.
Na foto que se segue, registei o momento em que há, sensivelmente, dois anos atrás, uma dessas antigas mulheres (a Sra. Hermínia Duarte), profunda conhecedora destas artes da costura e dos lavores, passajava uma das toalhas que faz parte do espólio da Casa do Albardeiro.

Sem comentários:
Enviar um comentário