terça-feira, 17 de julho de 2012
O projeto etnográfico A Casa do Albardeiro tem tido, desde a sua génese, associado a si um espaço físico representativo da vida das gentes das aldeias sub-serranas de Montejunto: a casa do vellho albardeiro (atualmente habitada por um dos seus descendentes), a eira, o quintal, e os anexos para os animais e as alfaias agrícolas.
E neste espaço ainda podemos encontrar a tradicional miscelânia de uma horta rural: pessegueiros, alguns milhos, feijão de sequeiro, etc, etc...; os pepineiros que, de forma ecológica, se apoiam em galhos secos de árvores; as galinhas, curiosas, à janela do galinheiro; um velho agricultor com mais de oito décadas de existência - o meu pai, conhecido em toda a região pelo sr. Joaquim Carapau - que ainda monta a sua velha burra, percorrendo, assim, os nossos campos e caminhos rurais.
Eis algumas fotos do meu quintal que, ainda, me levam de volta no tempo...
E neste espaço ainda podemos encontrar a tradicional miscelânia de uma horta rural: pessegueiros, alguns milhos, feijão de sequeiro, etc, etc...; os pepineiros que, de forma ecológica, se apoiam em galhos secos de árvores; as galinhas, curiosas, à janela do galinheiro; um velho agricultor com mais de oito décadas de existência - o meu pai, conhecido em toda a região pelo sr. Joaquim Carapau - que ainda monta a sua velha burra, percorrendo, assim, os nossos campos e caminhos rurais.
Eis algumas fotos do meu quintal que, ainda, me levam de volta no tempo...
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Quando era pequena, passajar era uma das atividades quotidianas da minha mãe e das mulheres da minha aldeia. Forçadas a isso por questões de gestão doméstica, elas faziam autênticas obras de arte. Com a agulha e as linhas davam nova vida aos tecidos, entretecendo os fios, para reconstruírem o que havia sido danificado.
Na foto que se segue, registei o momento em que há, sensivelmente, dois anos atrás, uma dessas antigas mulheres (a Sra. Hermínia Duarte), profunda conhecedora destas artes da costura e dos lavores, passajava uma das toalhas que faz parte do espólio da Casa do Albardeiro.
Na foto que se segue, registei o momento em que há, sensivelmente, dois anos atrás, uma dessas antigas mulheres (a Sra. Hermínia Duarte), profunda conhecedora destas artes da costura e dos lavores, passajava uma das toalhas que faz parte do espólio da Casa do Albardeiro.
domingo, 27 de maio de 2012
Outra das fotos cedidas pela Sandra refere-se ao momento em que os diferentes andores se perfilam frente à capela, no momento que antecede a procissão da festa de verão da aldeia (agosto de 2011).
Para terminar as publicações de hoje, dia 26 de maio, deixo-vos uma foto da escola primária da Paúla, local onde me sentei pela primeira vez num banco de escola, e onde, quem sabe se, no futuro, não teremos o prazer de ter sediada A Casa do Albardeiro.
A juntar a essa foto, uma outra: a de uma rubra papoila, daquelas que emprestam tanto colorido aos campos da minha terra.
sábado, 26 de maio de 2012
Tendo-me sido gentilmente cedidas pela Sandra Pinteus algumas fotos, decidi partilhá-las com os seguidores do blog A Casa do Albardeiro.
A primeira é uma foto da imagem de Nossa Senhora do Ó, sobre a qual me debruçarei um pouco.
O culto a Nossa Senhora do Ó é uma devoção muito antiga, anterior à fundação de Portugal (século X) e está associado ao estado de graça das mulheres grávidas.
Em Portugal, a maioria destas imagens são de pedra e têm o ventre volumoso (como o de qualquer mulher grávida), sobre o qual a santa pousa uma das suas mãos. Porém, nem todas correspondem a este padrão, sendo que a imagem de Nossa Senhora do Ó existente na capela da Paúla é uma imagem de roca, isto é, uma imagem cujo busto assenta numa estrutura de madeira, o que permite à imagem da Virgem usar diferentes vestimentas, de acordo com a época de culto.
Esta imagem, tal como todas as imagens de roca, é mais leve podendo, também, ser mais facilmente transportada no andor, aquando das procissões.
Na Paúla, Nossa Senhora do Ó sempre se vestiu de cores muito suaves e as suas vestes eram confecionadas, por promessa, por algumas das senhoras mais habilidosas da aldeia. Relembro aqui as muitas vezes em que a falecida Justina dos Santos, minha querida amiga e filha do Tio Alfredo (antigo sacristão da capela), pôs toda a sua criatividade nos mantos e nos vestidos que a nossa imagem envergava nos dias de festividade.
A primeira é uma foto da imagem de Nossa Senhora do Ó, sobre a qual me debruçarei um pouco.
O culto a Nossa Senhora do Ó é uma devoção muito antiga, anterior à fundação de Portugal (século X) e está associado ao estado de graça das mulheres grávidas.
Em Portugal, a maioria destas imagens são de pedra e têm o ventre volumoso (como o de qualquer mulher grávida), sobre o qual a santa pousa uma das suas mãos. Porém, nem todas correspondem a este padrão, sendo que a imagem de Nossa Senhora do Ó existente na capela da Paúla é uma imagem de roca, isto é, uma imagem cujo busto assenta numa estrutura de madeira, o que permite à imagem da Virgem usar diferentes vestimentas, de acordo com a época de culto.
Esta imagem, tal como todas as imagens de roca, é mais leve podendo, também, ser mais facilmente transportada no andor, aquando das procissões.
Na Paúla, Nossa Senhora do Ó sempre se vestiu de cores muito suaves e as suas vestes eram confecionadas, por promessa, por algumas das senhoras mais habilidosas da aldeia. Relembro aqui as muitas vezes em que a falecida Justina dos Santos, minha querida amiga e filha do Tio Alfredo (antigo sacristão da capela), pôs toda a sua criatividade nos mantos e nos vestidos que a nossa imagem envergava nos dias de festividade.
domingo, 20 de maio de 2012
Hoje, vou partilhar as fotos de algumas casas da Paúla, cuja traça exterior mantém as características da aldeia que conhecia em menina.
Com muita pena minha, o casario tem-se descaracterizado ao longo dos tempos, ficando menos bonito, mas ainda restam algumas habitações que ainda não sofreram intervenções de maior, que usam as tradicionais cores, a pedra da região ou a somalha ao redor das portas e janelas (e não a pedra mármore!), as varandas com tijolos apropriados, e nas fachadas algumas, ainda, ostentam o tradicional Ramo dos Reis.
Por isso, hoje vai o meu elogio para alguns dos bonitos recantos da Paúla (outros há!).
Hoje, na noite de 19 de maio de 2012, mais uma vez a população se juntou e com as tradicionais velas, percorreu as ruas da povoação, acompanhando a imagem de Nossa Senhora de Fátima. E, durante o dia, foi visível o esmero colocado na homenagem à Virgem, ao erguerem-se altares e cruzeiros floridos, em diversos pontos da aldeia.
Subscrever:
Comentários (Atom)






















