A CAÇA - Há algumas décadas, no início do outono, começava a época de caça, aberta aos caçadores que tivessem licença e, então, havia coelhos de sobra, contrariamente aos dias de hoje. Nessa altura já se aplicava a "política dos 3Rs" (Reduzir reutilizar reciclar), pois os cartuchos usavam-se e voltavam a encher-se. Os objetos que se seguem eram para os carregar com pólvora,, chumbo e por vezes com farelo, segundo um antigo caçador da Paúla, sr. Manuel Isidoro Franco.
Eis alguns dos antigos acessórios associados ao trabalho de enchimento dos cartuchos, generosamente oferecidos pelo nosso conterrâneo Manuel Isidoro à Casa Do Albardeiro. O sr. Manuel, que atualmente já não caça, era um caçador experiente e um grande entusiasta desta atividade.
Eis três velhas caixas de pólvora que pertencem a este núcleo temático existente na Casa Do Albardeiro.
Casa do Albardeiro
sábado, 3 de fevereiro de 2018
Objetos pertencentes à coleção da Casa do Albardeiro (Tema religiosidade)

Pequeno e antigo escapulário verde, peça que tem associada a si um sentido religioso/mágico. É de pequena dimensão (aprox. 4x3 cm) e consiste num minúsculo saquinho de pano antigo dentro do qual estão dois pequenos pedaços de pano cosidos um ao outro com uma espécie de chuleio, tendo num dos lados uma «imagem da Santíssima Virgem; no outro, um coração inflamado de raios mais brilhantes que o sol e transparentes como cristal, […], o qual estava transpassado por uma espada. Ao redor, havia uma inscrição em forma ovalada, coroada por uma cruz dourada e que dizia o seguinte: “Coração Imaculado de Maria, rogai por nós, agora e na hora da nossa morte”.» (1)
O pequeno escapulário (a que alguns chamam também relicário ou bentinho) tem uma pequena argola, feita em fio, na parte superior, a fim de ser pendurado/preso provavelmente a uma peça de vestuário da pessoa que o possuía, para a proteger do mal.
(1)
https://pt.aleteia.org/2016/04/06/o-escapulario-o-que-e-como-surgiu-e-como-nos-ajuda-para-a-salvacao-eterna/
Medalha religiosa que pertence à coleção da família da Casa do Albardeiro há décadas e que tem nas suas duas faces as imagens de dois santos de origem francesa: São Hubert e São Roque, cada uma delas com a seguinte inscrição em latim: “S. Huberte ora pro nobis” e “S. Roche ora pro nobis”.
quarta-feira, 13 de setembro de 2017
A marca BOCA DOCE entrou no nosso mercado em meados do século XX e fez as delícias de muita gente. Entre muitos outros, este é um dos produtos que faz parte do inventário da mercearia da Casa Do Albardeiro, acompanhado de uma pequena lata de folha de flandres, oferecida por um amigo do espaço museológico, o Sr. Almerindo.
terça-feira, 17 de julho de 2012
O projeto etnográfico A Casa do Albardeiro tem tido, desde a sua génese, associado a si um espaço físico representativo da vida das gentes das aldeias sub-serranas de Montejunto: a casa do vellho albardeiro (atualmente habitada por um dos seus descendentes), a eira, o quintal, e os anexos para os animais e as alfaias agrícolas.
E neste espaço ainda podemos encontrar a tradicional miscelânia de uma horta rural: pessegueiros, alguns milhos, feijão de sequeiro, etc, etc...; os pepineiros que, de forma ecológica, se apoiam em galhos secos de árvores; as galinhas, curiosas, à janela do galinheiro; um velho agricultor com mais de oito décadas de existência - o meu pai, conhecido em toda a região pelo sr. Joaquim Carapau - que ainda monta a sua velha burra, percorrendo, assim, os nossos campos e caminhos rurais.
Eis algumas fotos do meu quintal que, ainda, me levam de volta no tempo...
E neste espaço ainda podemos encontrar a tradicional miscelânia de uma horta rural: pessegueiros, alguns milhos, feijão de sequeiro, etc, etc...; os pepineiros que, de forma ecológica, se apoiam em galhos secos de árvores; as galinhas, curiosas, à janela do galinheiro; um velho agricultor com mais de oito décadas de existência - o meu pai, conhecido em toda a região pelo sr. Joaquim Carapau - que ainda monta a sua velha burra, percorrendo, assim, os nossos campos e caminhos rurais.
Eis algumas fotos do meu quintal que, ainda, me levam de volta no tempo...
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Quando era pequena, passajar era uma das atividades quotidianas da minha mãe e das mulheres da minha aldeia. Forçadas a isso por questões de gestão doméstica, elas faziam autênticas obras de arte. Com a agulha e as linhas davam nova vida aos tecidos, entretecendo os fios, para reconstruírem o que havia sido danificado.
Na foto que se segue, registei o momento em que há, sensivelmente, dois anos atrás, uma dessas antigas mulheres (a Sra. Hermínia Duarte), profunda conhecedora destas artes da costura e dos lavores, passajava uma das toalhas que faz parte do espólio da Casa do Albardeiro.
Na foto que se segue, registei o momento em que há, sensivelmente, dois anos atrás, uma dessas antigas mulheres (a Sra. Hermínia Duarte), profunda conhecedora destas artes da costura e dos lavores, passajava uma das toalhas que faz parte do espólio da Casa do Albardeiro.
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