terça-feira, 17 de julho de 2012

O projeto etnográfico A Casa do Albardeiro tem tido, desde a sua génese,   associado a si um espaço físico representativo da vida das gentes das aldeias sub-serranas de Montejunto: a casa do vellho albardeiro (atualmente habitada por um dos seus descendentes), a eira, o quintal, e os anexos para os animais e as alfaias agrícolas.
E neste espaço ainda podemos encontrar a tradicional  miscelânia de uma horta rural: pessegueiros, alguns milhos, feijão de sequeiro, etc, etc...;   os pepineiros que, de forma ecológica, se apoiam em galhos secos de árvores; as galinhas, curiosas, à janela do galinheiro; um velho agricultor com mais de oito décadas de existência - o meu pai, conhecido em toda a região pelo sr. Joaquim Carapau - que ainda monta a sua velha burra, percorrendo, assim, os nossos campos e caminhos rurais.
Eis algumas fotos do meu quintal que,  ainda, me levam de volta no tempo...









Para todos os apaixonados pela Serra do Montejunto que, por algum motivo, não puderam estar presentes na cerimónia de inauguração do Museu da Real Fábrica do Gelo (classificado como monumento nacional português), aqui deixo algumas fotos em que se registaram momentos da recriação da actividade de recolha do gelo. Esta real fábrica - um dos ex-libris da Serra do Montejunto -  construída no século XVIII, para abastecer o paço de el-rei e alguns cafés da capital, tinha como mão de obra homens e mulheres da aldeia de Pragança. Quem geria o espaço, para que sua majestade pudesse usufruir do prazer das bebidas frescas em plena época de veraneio, era o Neveiro Real, que se vê representado numa das fotos, acompanhado da família.

Casa do Albardeiro

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